um diário de nosso trabalho.
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Terça-feira, Julho 12, 2005
POR ELISE NO OLHO DO FURACÂO
Olho do Furacão
Um furacão tira tudo do seu lugar, na sua passagem devasta e apavora. Porém, seu centro, é oposto a tudo isto, é repouso quase absoluto, criando em sua tranqüilidade a propulsão da tormenta, a força geradora da dissolução e reinvenção.
O olho do furacão, campo de pensamento deste festival avança neste processo de contradição, e pede a coragem de cada espectador de circular neste torvelinho entre devastação e suspensão, rodopio e calmaria, até perceber o ponto estável, o núcleo necessário da desordem.
.Clique! Nós estaremos lá !
postado por: espanca! 12:00 PM
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Terça-feira, Julho 05, 2005
.correspondência interna
De: Samira Ávila
Enviado: terça-feira, 3 de maio de 2005 04:35:25
Assunto: Nossa casa, nossa rua
Amores,
olha que máximo isso que eu li do Borges! Eu acho que é exatamente o nosso 'cenário' na peça...Isso não seria nossa rua, nossa casa? do tamanho do mundo, o mundo? onde a gente pisa?
"Todas as partes da casa existem muitas vezes, qualquer lugar é outro lugar. Não há uma cisterna, um pátio, um bebedouro, um pesebre; são catorze [são infinitos] os pesebres, bebedouros, pátios, cisternas. A casa é do tamanho do mundo; ou melhor, é o mundo."
postado por: espanca! 12:33 AM